Domingo, 8 de Abril de 2007

Páscoa 2007

Hoje, visto que é Páscoa vamos falar um pouco sobre a mensagem papal para a Quaresma de 2007. Nesta mensagem o nosso Papa Bento XVI propõe-nos uma reflexão sobre a relação entre o homem e Deus. Lembrando-nos que um dos nossos deveres enquanto crentes e filhos de Deus é o de aceitar o amor de Deus, comprometendo-nos a difundi-lo.

Assim sendo, aqui fica parte de mensagem papal:

 

«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram» (Jo 19, 37)

Queridos irmãos e irmãs!

«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram» (Jo 19, 37). Este é o tema bíblico que guia este ano a nossa reflexão quaresmal. A Quaresma é tempo propício para aprender a deter-se com Maria e João, o discípulo predilecto, ao lado d’Aquele que, na Cruz, cumpre pela humanidade inteira o sacrifício da sua vida (cf. Jo 19, 25). Portanto, dirijamos o nosso olhar com participação mais viva, neste tempo de penitência e de oração, para Cristo crucificado que, morrendo no Calvário, nos revelou plenamente o amor de Deus. Detive-me sobre o tema do amor na Encíclica Deus caritas est, pondo em realce as suas duas formas fundamentais: o ágape  e o eros.

O amor de Deus: ágape e eros

A palavra ágape, muitas vezes presente no Novo Testamento, indica o amor oblativo de quem procura exclusivamente o bem do próximo; a palavra eros denota, ao contrário, o amor de quem deseja possuir o que lhe falta e anseia pela união com o amado. O amor com o qual Deus nos circunda é sem dúvida ágape. De fato, pode o homem dar a Deus algo de bom que Ele já não possua? Tudo o que a criatura humana é e possui é dom divino: é portanto a criatura que tem necessidade de Deus em tudo. Mas o amor de Deus é também eros. (…) o Omnipotente aguarda o «sim» das suas criaturas como um jovem esposo o da sua esposa. Infelizmente desde as suas origens a humanidade, seduzida pelas mentiras do Maligno, fechou-se ao amor de Deus, na ilusão de uma impossível auto-suficiência (cf. Gn 3, 1-7).(…) Deus, contudo, não se deu por vencido, aliás o «não» do homem foi como que o estímulo decisivo que o levou a manifestar o seu amor em toda a sua força redentora.

«Aquele que trespassaram»

Queridos irmãos e irmãs, olhemos para Cristo trespassado na Cruz! É Ele a revelação mais perturbadora do amor de Deus,  um amor em que eros e ágape, longe de se contraporem, se iluminam reciprocamente. Na Cruz é o próprio Deus que mendiga o amor da sua criatura: Ele tem sede do amor de cada um de nós. O apóstolo Tomé reconheceu Jesus como «Senhor e Deus» quando colocou o dedo na ferida do seu lado. Não surpreende que, entre os santos, muitos tenham encontrado no Coração de Jesus a expressão mais comovedora deste mistério de amor. Poder-se-ia até dizer que a revelação do eros de Deus ao homem é, na realidade, a expressão suprema do seu ágape. Na verdade, só o amor no qual se unem o dom gratuito de si e o desejo apaixonado de reciprocidade infunde um enlevo que torna leves os sacrifícios mais pesados. Jesus disse: «E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12, 32). A resposta que o Senhor deseja ardentemente de nós é antes de tudo que acolhamos o seu amor e nos deixemos atrair por Ele. Mas aceitar o seu amor não é suficiente. É preciso corresponder a este amor e comprometer-se depois a transmiti-lo aos outros: Cristo «atrai-me para si» para se unir comigo, para que eu aprenda a amar os irmãos com o seu mesmo amor.

 

O Papa elucidando-nos sobre o amor que Deus sente por nós estimula-nos (a todos os crentes, incluindo-nos, enquanto escuteiros) a aceitar o seu amor e a difundi-lo. Não esquecendo que o amor que damos aos outros não é uma simples dádiva, é o nosso calor interno que muitas vezes faz realmente a diferença.

            De certo que já tiveram alturas em que se sentiram menos bem e sem o apoio de Deus, estes momentos levam-nos a duvidar do poder e do amor de Deus. Mas rapidamente Deus nos mostra uma luz e o nosso caminho ilumina-se. São estes pequenos momentos, por vezes quase insignificantes que fazem o nosso amor por deus crescer cada vez mais. O mesmo aconteceu com Tomé, que não acreditava que Jesus tinha ressuscitado até por as suas mãos sobre as feridas. Aí passou a acreditar e a ter muito mais fé em Deus e em Jesus. Assim também nós depois de uma demonstração devemos reafirmar a nossa fé.

Uma Páscoa muito feliz para todos

Canhotas,

Rita Matos

 

posted by rapoxa às 23:31
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1 comentário:
De Perola & Granito a 8 de Abril de 2007 às 23:39
Votos de uma boa semana :)

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